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Laura Soveral: Atriz doou o corpo à ciência e não terá cerimónias fúnebres
12 Jul 2018

 

A atriz Laura Soveral morreu hoje, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica, doou o seu corpo à ciência, pelo que não haverá cerimónias fúnebres, disse à Lusa a filha da atriz, Paula Soveral.

Laura Soveral "fez hoje, às 00:15, a sua passagem", vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). "Num ato de humildade e generosidade, próprio de uma mulher 'muito à frente do seu tempo', doou o corpo à ciência pelo que não haverá cerimónias fúnebres", acrescentou a filha da atriz num comunicado enviado à agência Lusa.

A família da atriz agradece todos os pensamentos de paz, luz e amor que possam ser enviados em sua memória e, por considerar que o "o espírito não morre, é eterno", no âmbito das filosofias orientais, apela a que o espírito de "Laura renasça em breve, para mais uma jornada luminosa".

Laura Soveral nasceu em 23 de março de 1933, na cidade de Benguela, Angola, e somou vários prémios pelo trabalho como atriz, em particular no cinema e no teatro, embora também tenha feito ficção para televisão, em Portugal e no Brasil. Fixou-se em Lisboa, nos anos de 1960, onde frequentou Filologia Germânica, na Faculdade de Letras, e a Escola de Teatro do Conservatório Nacional, tendo enveredado pela representação.

Estreou-se como atriz, em 1964, no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d’Ávila. "Estrada da Vida", file de Henrique Campos, valeu a Laura Soveral, em 1968, o Prémio de Melhor Atriz de Cinema, do então Secretariado Nacional de Informação (SNI), e o Prémio Bordalo, da Casa da Imprensa. Colaborou na televisão, em Portugal e no Brasil.

"Os Putos", "Um Táxi na Cidade", "Chuva na Areia", "Os Melhores Anos", "A Viúva do Enforcado", "Fúria de Viver", "Morangos com Açúcar", "Liberdade 21", a nova versão de "Vila Faia" estão entre as produções televisivas em que participou, desde a década de 1980. A telenovela "Belmonte", emitida pela TVI, em 2014, foi a última em que participou, como elemento do elenco regular.

Mais recentemente, Laura Soveral entrou em "Tabu", filme de Miguel Gomes, "Aristides Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus", de Francisco Manso e João Corrêa, "Cadências Obstinadas", de Fanny Ardant, e "Filme do Desassossego" e “Os Maias - Cenas da Vida Romântica”, de João Botelho.

A Academia Portuguesa de Cinema distinguiu-a com o prémio de carreira, em 2013, e com o Prémio Bárbara Virgínia, de homenagem a mulheres do cinema português, em 2017. Nesta altura, a academia disse que Laura Soveral representa "um extraordinário exemplo de determinação e profissionalismo para gerações futuras".

Record Fm com Lusa

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