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Estuário do Douro tem mais plástico do que larvas de peixes - estudo
10 jan 2019

 

Investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), no Porto, concluíram que a quantidade de partículas de plástico existentes no estuário do rio Douro é superior ao número de larvas de peixes, escreve a Agência Lusa.

"Analisámos a quantidade de larvas de peixes [peixe recém-eclodido] e de microplásticos [partículas com menos de cinco milímetros resultantes da fragmentação de plástico] ao longo de todo o estuário e o estudo apontou para um rácio médio de uma larva para 1,5 partículas de microplásticos", começou por contar à Lusa Sandra Ramos, investigadora do CIIMAR responsável pela coordenação do artigo, publicado recentemente na revista Science of the Total Environment.

O estudo, que começou a ser desenvolvido em 2016, teve como principal objetivo "perceber qual o rácio entre as larvas de peixes e os microplásticos" existentes no estuário do rio Douro, zona que serve de "refúgio" a várias espécies marinhas.

Segundo a investigadora, sendo a "fase larvar dos peixes" bastante vulnerável às alterações ambientais e aos efeitos da ação do homem, o surgimento de microplásticos nesta zona do rio é "potencialmente perigoso" para as espécies que lá coabitam.

De acordo com Sandra Ramos, o estudo demonstrou ainda que a concentração das partículas de plástico é mais "abundante na zona intermédia" do estuário, ou seja, entre a Ponte da Arrábida e a Ponte do Freixo, e durante a época das chuvas, quando o caudal do rio é maior, o que revela que a "fonte de contaminação tem origem a montante".

 

Ana Marisa Vieira

 

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